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Eu amo livros nacionais - Betânia Paz Lisboa


Olá meus lindos, como vocês estão? Bom não estou tão bem como gostaria, mas vamos seguir em frente. Continuando com nosso projeto temos agora uma pessoa especial, conheci a escritora Betânia a pouco tempo e já tenho o seu livro na minha estante e logo alguns de vocês também (Sorteio, podem ficar feliz). Seus livros são voltados para o público infantil e infanto juvenil, a leitura é divertida e leve. Vamos conhecer mais da escritora?

REDES SOCIAIS DA AUTORA


1. Se pudesse trazer algum dos seus personagens a vida qual seria e porque?
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer imensamente a oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho para os leitores do blog Próxima Página.
Bem, vários personagens me emocionaram muito em outras obras minhas, mas vou me ater ao Circo da Alegria. O Palhaço Barriga tem uma aura especial, em sua simplicidade ele enfrenta os problemas da vida com alegria e o coração puro, suas armas são a amizade e o trabalho. Está sempre pronto a acolher os necessitados e dar-lhes alguma atividade onde se sintam úteis e integrados.
Ele faz tudo para levar alegria e arrancar um sorriso das pessoas. Acho que o mundo precisa muito disso.

2. Na criação dos personagens você teve alguma dificuldade ou eles foram inspirados em conhecidos?
Um pouco de tudo. Eles são uma mistura das lembranças de quem passou pela minha vida, dos que convivem comigo, de um filme, uma música ou um livro. Na verdade, sinto que o personagem está bom quando ele me emociona. Quanto à dificuldade para criá-los, uns nascem com tranquilidade, outros precisam ser extraídos na marra, e ainda tem aqueles que vêm de repente, sem planejamento, simplesmente surgem, esses são os melhores.

3. Quando começou a escrever seu primeiro livro você imaginou que ele seria publicado e que estaria sendo lido por muitos leitores?
Sim, o coração sempre agasalha uma esperança brilhando na imensidão dos sonhos, de que a história vai conquistar o mundo. É um exagero, claro, mas sem essa esperança você não tem motivação para vencer os obstáculos da maratona que é escrever uma boa história.

4. Você acha que por ser autor/autora nacional as dificuldades são maiores? Tanto no mercado quanto com os leitores.
Não há dúvida de que é um grande desafio concorrer com os autores estrangeiros, basta conferir nas grandes livrarias, as bancadas mais favoráveis de exposição dos livros geralmente ostentam lançamentos de autores estrangeiros. Mas, na verdade, isso nunca me preocupou, penso que um texto de qualidade, trabalhado com profissionalismo e dedicação pode, sim, obter seu lugar ao sol.

5. Como você se sentiu quando recebeu uma mensagem positiva de um leitor pela primeira vez?
Muita emoção, isso motiva demais. É maravilhoso ver que alguém passeou pela história e se sentiu bem, se deixou levar pela realidade das personagens, do cenário e ansiou por buscar o final da trama. Isso é simplesmente mágico!

6. Já teve vontade em algum momento de desistir do livro e começar do início?
Sim, como ocorre também na vida real, muitas vezes pensamos em desistir e procurar um novo caminho. Mas, ironicamente, isso é que dá o tempero diferente para seguir adiante. Na maioria das vezes, quando o escritor enfrenta um obstáculo assim (a vontade de desistir) brotam as inspirações que impulsionam de verdade o trabalho, se for vencido o obstáculo, claro.

7. Você sempre quis escrever o gênero Infantil/Juvenil? Pretende se arriscar em outros?
De fato, nunca me preocupei com o gênero das histórias que povoam minha cabeça, dá vontade de escrever, começo a escrever (quando venço a preguiça rsrsrs) e aí o texto começa a se definir. Recentemente tive dois livros premiados pela Editora Uirapuru: Um Gato Osso Duro de Roer (juvenil), e A Guerreira Ioruba (adulto), ambos serão publicados até julho deste ano.

8. Tem alguma mensagem para futuros escritores?
Sim, insista, insista, insista! Vá em frente, escreva, escreva e reescreva. Bote no papel suas ideias, se ficarem somente na cabeça nunca se transformarão em livros. Em relação ao lado prático, quando achar que seu texto está pronto, submeta-o a uma leitura crítica profissional. Boa sorte!

Barriga, um rapaz magricelo de 17 anos, sai do sitio onde mora depois de uma terrível seca e da morte de seu avô. No caminho, encontra alguns animais abandonados, então decide se vestir de palhaço, criar um circo, dando-lhe o nome de Circo da Alegria, e percorrer o Brasil. Certo dia, a trupe chega ao Arraial da Tristeza, um povoado desolado e sombrio. Foi lá que receberam a visita de um misterioso velhinho que lhes deixou um saquinho de sementes misteriosas e sugeriu mudar o nome do local para Arraial da Alegria. Se assim fizessem, teriam suprimentos para as viagens, carroças novas e a realização de um desejo para cada membro do grupo.

Vai ter mais de O circo da Alegria durante a semana nas nossas redes sociais, espero que estejam gostando do projeto :) Logo terá sorteio para vocês! Um beijos e até a próxima ->






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Um comentário:

  1. Oi, Camila, que ótimo trabalho você está fazendo para os autores nacionais. Passei no instagram para agradecer, mas não poderia deixar de registrar aqui também o quanto é motivador ter meu livro tratado como você o fez. Parabéns e continue firme! Obrigada mais uma vez.

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